
Tantos versos por pensar
E nós sempre nesta mudez de corpos.
Deita-te aqui por dentro de mim.
tu sabes bem que há feridas
e aves à espera de voar neste Novembro.
e é mesmo Novembro
e não é poético
deixares-te lamber assim.
Estamos nus (e mais uma imagem por cumprir num verso exausto)
peço-Te o gemido seminal e arrastado das folhas outonais.
Deixa entrar os pássaros.
