
Os passos dos teus olhos
tão cinzentos ecoam na pele dos vidros.
os meus seios dormem, ainda,soterrados entre os dedos da manhã.
a tua boca, entreaberta, prepara o dia,deixa entrar os peixes
e o peso deste Inverno.
Apago a luz.
Encerro o corpo.
Que os peixes ainda se demoram nos teus ombros
e eu amo o teu corpo todo em flor.
Lá fora, os pássaros debicam gota a gota o sangue das amoras.
Para quê apressar o mundo?
